| Todos os secadores têm a obrigação de serem seguros e duráveis. Para isso, existem regras de fabrica |
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Atenção, consumidor! O Inmetro - o instituto que avalia a qualidade de produtos e serviços - faz o teste dos secadores de cabelo. “O problema de ter um produto dessa natureza em casa é justamente o risco de choque elétrico. Existe até um caso registrado na auditoria de uma pessoa que estava usando o aparelho e ele explodiu”, conta Marcos Borges, engenheiro de análises do Inmetro.
Todos os secadores têm a obrigação de serem seguros e duráveis. Para isso, existem regras de fabricação que precisam ser seguidas. Para checar se as regras são ou não obedecidas, o Inmetro entrou em ação.
Foram selecionadas 12 marcas de secadores de cabelo, entre as mais vendidas no país. Marcas testadas: Arno, Black & Decker, Bluesky, Britânia, Conair, Faet, Gama, Mallory, Philips, Remington, Revlon e Taiff. Teste número um: os secadores mentem? O Inmetro checou os aparelhos e os manuais de instruções para ver se eles traziam as informações obrigatórias, sobre o uso correto e seguro do secador. Quase todos cumpriram bem essa determinação. Não mentiram. Mas, três marcas foram reprovadas: Black & decker, Conair e Revlon. Motivo: não apresentam um símbolo. Os quadradinhos são importantes porque indicam que o aparelho possui uma proteção extra contra choques elétricos. A segunda parte dos testes é da parte elétrica. O pessoal do Inmetro tenta enfiar um dedo de mentira ou um pino no secador, para ver se eles atingem a parte elétrica do aparelho. O certo é que não atinjam. “O acendimento da lâmpada significa que o usuário está levando um choque elétrico”, alerta Álvaro Theisen, vice-diretor do Labelo (PUC-RS). Se o dedo fosse de verdade ou o pino um grampo de cabelo, a pessoa levaria um choque. É por isso que os secadores têm que ser feitos de forma a impedir que quem os usa alcance com o próprio dedo, ou com algum objeto, as partes que os técnicos chamam de vivas. Ou seja: as partes elétricas. Três marcas foram reprovadas nesta prova. Elas apresentam risco de choque elétrico: Black & Decker, Conair e Faet. Ainda dentro dos testes elétricos, o Inmetro quis saber se a potência do secador funcionando na temperatura normal corresponde à potência anunciada na embalagem. É uma informação importante porque, de acordo com a potência, o secador vai gerar mais ou menos calor e secar o cabelo mais ou menos rápido. Além disso, o consumo de energia também varia de acordo com a potência. Duas marcas apresentaram diferença entre a potência indicada e potência real, verificada pelo Inmetro. São elas: Faet e Mallory. O teste do Inmetro também checou se os secadores atingem temperaturas excessivas, que podem provocar queimaduras. Nenhuma das marcas foi reprovada, não provocaram nenhum superaquecimento. A terceira bateria de testes é para checar a parte mecânica dos secadores. O Inmetro viu, por exemplo, se eles resistem à umidade, ao calor excessivo e ao fogo. Aqui também, nenhum foi reprovado. Só na avaliação de resistência mecânica o secador de uma marca foi reprovado: o Taiff. Não resistiu à prova que simula impactos, quedas e puxões que o aparelho pode sofrer ao ser manipulado. A última série dos testes verificou detalhes da fabricação dos aparelhos: se os fios são bem isolados, se não há arestas cortantes, se o fio é bem flexível e até se o botão liga-desliga agüenta ser ligado e desligado 50 mil vezes. Nenhum foi reprovado. Eis o resultado final: das 12 marcas analisadas, seis - a metade - tiveram amostras que não atenderam totalmente às normas técnicas: Black & Decker, Conair, Faet, Mallory, Revlon e Taiff. Dessas seis, três responderam ao Inmetro. Faet, Revlon e Taiff disseram estar providenciando as alterações necessárias para se adequar às normas exigidas. Matéria exibida no Fantástico |












